sexta-feira, 20 de abril de 2007

Disappear


Estou condenada a viver no anonimato, a ser o vento que passa por entre os outros.
Esta voz, que dentro da minha cabeça grita ideias e pensamentos, que como água a ferver borbulha furiosamente, na realidade apenas murmura e não se ouve.
Estou condenada a ser invisível, mais um número ou um lugar ocupado.
Estico os braços o mais que posso, para tentar trespassar esta cortina densa que teima em erguer-se no meu caminho... mas entretenho-me a senti-la, a tentar agarrá-la e desvendá-la.
Não tenho salvação. Serei sempre um fantasma, um nevoeiro, um sonho de que ninguém se lembra... serei sempre areia por entre os dedos...

Sem comentários: