terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Us.... in A Forest....



Come closer and see
See into the trees
Find the girl
While you can
Come closer and see
See into the dark
Just follow your eyes

I hear her voice
Calling my name
The sound is deep
In the dark
I hear her voice
And start to run
Into the trees

Suddenly I stop
But i know it's too late
I'm lost in a forest
All alone
The girl was never there
It's always the same
I'm running towards nothing
Again and again and again


A Forest, The Cure (1980)

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Não há Felicidade sem Verdadeira Vida Interior


A vida intelectual ocupará, de preferência, o homem dotado de capacida­des espirituais, e adquire, mediante o incremento inin­terrupto da visão e do conhecimento, uma coesão, uma intensificação, uma totalidade e uma plenitude cada vez mais pronunciadas, como uma obra de arte amadurecen­do aos poucos.

Em contrapartida, a vida prática dos ou­tros, orientada apenas para o bem-estar pessoal, capaz de incremento apenas em extensão, não em profundeza, contrasta em tristeza, valendo-lhes como fim em si mesmo, enquanto para o homem de capacida­des espirituais é apenas um meio.

A nossa vida prática, real, quando as paixões não a movimentam, é tediosa e sem sabor; mas quando a movi­mentam, logo se torna dolorosa. Por isso, os únicos feli­zes são aqueles aos quais coube um excesso de intelec­to que ultrapassa a medida exigida para o serviço da sua vontade. Pois, assim, eles ainda levam, ao lado da vida real, uma intelectual, que os ocupa e entretém ininter­ruptamente de maneira indolor e, no entanto, vivaz. Pa­ra tanto, o mero ócio, isto é, o intelecto não ocupado com o serviço da vontade, não é suficiente; é necessário um excedente real de força, pois apenas este capacita a uma ocupação puramente espiritual, não subordinada ao ser­viço da vontade. Pelo contrário, o ócio destituído de ocupação intelectual é, para o homem, morte e sepultura em vida (Séneca).

Ora, conforme esse excedente seja pe­queno ou grande, haverá inúmeras gradações daquela vida intelectual levada ao lado da real, desde o mero tra­balho de colecionar e descrever insectos, pássaros, mine­rais, moedas, até as mais elevadas realizações da poesia e da filosofia. Tal vida intelectual protege não só contra o tédio, mas também contra as suas consequências pernicio­sas. Ela é um escudo contra a má companhia e contra os muitos perigos, infortúnios, perdas e dissipações em que se tropeça quando se procura a própria felicidade apenas no mundo real. Para mim, por exemplo, a minha filoso­fia nunca rendeu nada, mas poupou-me de muita coisa.

O homem normal, pelo contrário, em relação aos de­leites de sua vida, restringe-se às coisas exteriores, à pos­se, à posição, à esposa e aos filhos, aos amigos, à socie­dade, etc. Sobre estes se baseia a sua felicidade de vida, que desmorona quando os perde ou por eles se vê iludi­do. Podemos expressar essa relação dizendo que o seu centro gravitacional é exterior a ele. Justamente por isso, tem sempre desejos e caprichos cambiantes. Se os seus meios lhe permitirem, ora comprará casas de campo ou cava­los, ora dará festas ou fará viagens, mas, sobretudo, os­tentará grande luxo, justamente porque procura nas coi­sas de todo o tipo uma satisfação proveniente do exterior. Como o homem debilitado que, por meio de consom­més, canjas e drogas farmacêuticas, espera obter saúde e robustez, cuja verdadeira fonte é a própria força de vida. Para não passarmos desde já ao outro extremo, coloque­mos ao seu lado uma pessoa dotada de capacidades es­pirituais não exactamente eminentes, mas que ultrapas­sem a escassa medida comum. Veremos tal pessoa prati­car como diletante uma bela arte, ou uma ciência como a botânica, a mineralogia, a física, a astronomia, a história e semelhantes, e nelas encontrar de imediato uma grande parte do seu deleite, nelas se reabastecendo quando es­tancam aquelas fontes exteriores ou quando não mais a satisfazem­.

Arthur Schopenhauer
in 'Aforismos para a Sabedoria de Vida'

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Pensamentos Nocturnos



Lastimo-vos, ó estrelas infelizes,
Que sois belas e brilhais tão radiosas,
Guiando de bom grado o marinheiro aflito,
Sem recompensa dos deuses ou dos homens:
Pois não amais, nunca conhecestes o amor!
Continuamente horas eternas levam
As vossas rondas pelo vasto céu.
Que viagem levastes já a cabo!,
Enquanto eu, entre os braços da amada,
De vós me esqueço e da meia-noite.


J.W.Goethe, in "Canções"
Tradução: Paulo Quintela

sábado, 29 de dezembro de 2007



Whoever listens you breathing in the night
And reads your words, expressions of your soul, when you can’t sleep
Whoever dreams you and feels your touch in times of pain

To whoever share intense thoughts with you on those cold winter mornings
When the sun is rising and the sounds of nature begin to be heard
To whoever learn your lessons of living, and ways of surviving

Lucky arms those that surround your body and find the strength to follow unknown paths because you’re the guiding light
To whoever lives you, my poem and my thoughts


Imagem: SubterfugeMalaises (Deviantart.com)

sexta-feira, 21 de dezembro de 2007



I feel lonely, devastating sorrow crosses my path
I feel like I don’t belong here
And often I think how I’d like to disappear forever
Become an eagle so I could fly far away
To see what my dying heart wishes to see,
All that I wanted to feel, break chains, run naked in the storm
Feel freedom, feel hope

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007



Sinto uma dor dilacerante na alma,
Uma angustia que teima em permanecer.
Pago caro o preço de contrariar a minha existência....
Se não fosse esta vontade de não ser só mais uma brisa da tarde,
Leve e insignificante...
E agarro-me à réstea de vida que teima em me empurrar,
que me dá forças para continuar.
Devo-lhe ainda o que me sobra de vontade de cá estar
De outra forma, desaparecia.

segunda-feira, 7 de maio de 2007

Não reacção


Se ao menos eu compreendesse a reacção do meu corpo e a não reacção da minha mente. É patológico, é surreal, é uma mescla de torpor e taquicardia. Mas tudo está oculto ao meu entendimento e eu condenada a vaguear por entre as tormentas da minha alma, sofrendo esta tortura interna como um prego cravado entre a palma da minha mão e o madeiro, que abre chagas por onde escorrem a vergonha e a culpabilidade, a maldade dos meus olhos, o ciúme do meu coração, a impiedade da minha consciência.